quinta-feira, 12 de abril de 2018

Teste: os SUVs 4×4 em uma prova de off-road: EcoSport, Duster, Renegade, Forester, Trailblazer e Jimny mostram do que são capazes no fora de estrada.

(Christian Castanho/Quatro Rodas)

REPORTAGEM DA REVISTA QUATRO-RODAS...
Uma das vantagens de um SUV com tração nas quatro rodas é poder ir aonde os automóveis comuns não chegam. Essa versatilidade, porém, não é a mesma para todos os SUVs 4×4. No que diz respeito à transmissão, há importantes diferenças entre os diversos tipos de sistemas de tração disponíveis no mercado. Existem equipamentos que distribuem a força para as rodas de forma automática, enquanto outros necessitam da intervenção do motorista. Alguns sistemas possuem apenas um modo de uso, com relações de marcha fixas, enquanto outros oferecem a opção de marchas com relações reduzidas e até o bloqueio de diferencial, recursos desenvolvidos para vencer obstáculos mais severos.


Forester. Trailblazer, EcoSport, Duster, Renegade e Jimny: opções para todos os espíritos aventureiros (Christian Castanho/Quatro Rodas)
Além da tração, outros fatores influenciam na afinidade dos SUVs com o uso off-road, como a força do motor, o peso do veículo, a altura em relação ao solo e a eficiência da suspensão, só para falar dos principais. Aqui, mostramos seis utilitários esportivos que representam bem o segmento. Optamos por alinhar um modelo por marca, com preços de até R$ 180.000. Reunimos Chevrolet Trailblazer, Ford EcoSport, Jeep Renegade, Renault Duster, Subaru Forester e Suzuki Jimny. A única marca que ficou de fora foi a Mitsubishi, que não cedeu um ASX 2.0 AWD para nosso teste. Para avaliar a capacidade desses SUVs em situações fora de estrada, levamos todos para o campo de provas Haras Tuiuti, em Tuiuti (SP), que possui pistas de terra com diferentes tipos de obstáculos e com diversos graus de severidade. Veja a seguir como eles se comportaram na terra – além dos dados técnicos e dos números de desempenho no asfalto (em nossa pista de testes), onde esses veículos rodam a maior parte do tempo.

Chevrolet Trailblazer 3.6 V6 LTZ

A versatilidade da suspensão foi útil nas trilhas
(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Dono de visual e acabamento luxuoso e rodar macio, o Trailblazer surpreende pela desenvoltura nos terrenos acidentados e a principal razão para isso é seu motor 3.6 V6, com 279 cv de potência e 35,7 mkgf de torque, capaz de superar qualquer obstáculo sem jogar a toalha. Bem equipado, ele é o mais caro dos SUVs mostrados aqui, mas também é o único com recursos como alerta de pontos cegos, detector de mudança involuntária de faixa e sistema de partida remota e monitoramento On Star. Sua transmissão (com câmbio automático de seis marchas) oferece as opções 4×2, 4×4 e 4×4 reduzida. Mas no test drive no Haras Tuiuti quase não precisamos da tração integral. Na maioria das vezes, o modo 4×2 (tração traseira) assegurou o movimento. Optamos pelo modo 4×4 apenas nas rampas mais acentuadas. A suspensão do Trailblazer também se mostrou competente, com seu curso longo que deixa as rodas em contato com o piso na maioria das situações. Robusto (só ele e o Jimny têm chassi de longarinas), o Trailblazer se destacou ainda por ter um dos melhores ângulos de entrada e de saída e uma das maiores distâncias do solo. No teste de consumo, o Trailblazer obteve as piores médias entre todos os SUVs, mas é excelente na terra. É quase um Jimny com muita potência.

A escolha de tração ocorre por meio de seletor no console (Christian Castanho/Quatro Rodas)
Ele tem visual luxuoso, cabine é confortável e a lista de equipamentos, completa
(Christian Castanho/Quatro Rodas)

Teste de pista (com diesel)

Trailblazer 3.6 V6 LTZ
Aceleração de 0 a 100 km/h9,1 s
Aceleração de 0 a 1.000 m30,5 s
Retomada de 40 a 80 km/h 4,2 s
Retomada de 60 a 100 km/h (em 4ª)6,4 s
Retomada de 80 a 120 km/h (em 5ª)7,8 s
Frenagem de 60 / 80 / 120 km/h a 0 em m14,9/25,7/56,9
Consumo urbano e rodoviário7,1 km/l e 9,6 km/l

Ficha técnica

Trailblazer 3.6 V6 LTZ
PreçoR$ 173.990
Motorgasolina, diant., long., V6, 3.564 cm³, 94 x 85,6 mm, 32V, 279 cv a 6.400 rpm, 35,7 mkgf a 3.700 rpm
Câmbioautomático, 6 marchas, 4×2, 4×4, 4×4 reduzida
Suspensãobraços articulados (dianteiro)/ 5 link (traseiro)
Freiosdisco ventilado (dianteiro e traseiro)
Direçãoelétrica; diâmetro de giro, 11,8 m
Rodas e pneusliga leve, 265/60 R18
Dimensõescomprimento, 488,7 cm; altura, 184,4 cm; largura 190,2 cm; entre-eixos, 284,5 cm; peso, 2.106 kg; peso/potência, 7,5 kg/cv; peso/torque, 59 kg/mkgf; tanque, 76 l; porta-malas, 554 l
Geometriaângulo de ataque, 30º; ângulo de saída, 27º; vão livre, 23 cm; ângulo de rampa, 23º
Equipamentos6 airbags, sensor de pressão dos pneus, alerta de marcha a ré, alerta de mudança involuntária de faixa, alerta de ponto cego, central multimídia e On Star

Ford EcoSport 2.0 Storm

Em alguns trechos, a parte inferior do carro raspa o solo
(Christian Castanho/Quatro Rodas)
O mais novo 4x4 do mercado é um modelo sem ambições aventureiras. O sinal mais claro desse desprendimento são seus pneus para uso 100% urbano. A tração do EcoSport é do tipo 4×4 sob demanda. Ela distribui a força para as rodas conforme as condições de aderência. E não possui opções de uso 4×2 e 4×4, e muito menos 4×4 reduzida. Aliás, no console não há nenhum comando ou indicação de que o carro tem tração 4×4. O sistema da Ford trabalha prioritariamente no modo 4×2, dianteiro. O 4×4 só entra em ação quando necessário: como por exemplo quando uma das rodas perde aderência, em razão das condições do piso ou da trajetória. A lista de equipamentos inclui central multimídia, assistente de partidas em rampas, faróis de xenônio e teto solar elétrico. A suspensão poderia ter mais de mobilidade e altura, para evitar raspões na parte inferior do carro no fora de estrada. Mas se a Ford não quis adotar pneus de uso misto também não haveria de querer alterar a geometria do carro. Apesar de não ser tão robusto, o Eco é bem melhor do que parece no off-road. Ao final do teste, cumpriu todo o trajeto sem negar fogo, em parte pelo peso baixo e entre-eixos curto. Nem os pneus 100% asfalto atrapalharam o desempenho ao atravessar o tanque de lama.


Teste de pista (com gasolina)

EcoSport 2.0 Storm
Aceleração de 0 a 100 km/h11,7 s
Aceleração de 0 a 1.000 m33,5 s
Retomada de 40 a 80 km/h 5 s
Retomada de 60 a 100 km/h (em 4ª)6,4 s
Retomada de 80 a 120 km/h (em 5ª)8,4 s
Frenagem de 60 / 80 / 120 km/h a 0 em m15,4/28/63,8
Consumo urbano e rodoviário9,3 km/l e 12,5 km/l

Ficha técnica

EcoSport 2.0 Storm
PreçoR$ 99.990
Motorflex, diant., transversal, 4 cilindros, 1.999 cm³, 87,5 x 83,1 mm, 16V, 176/170 cv a 6.500 rpm, 22,5/20,6 mkgf a 4.500 rpm
Câmbioautomático, 6 marchas, 4×4 sob demanda
SuspensãoMcPherson (dianteiro) e multibraço (traseiro)
Freiosdisco ventilado (dianteiro) e tambor (traseiro)
Direçãoelétrica; diâmetro de giro, 10,6 m
Rodas e pneusliga leve, 205/50 R17
Dimensõescomprimento, 426,9 cm; largura, 176,5 cm; altura, 169,3 cm;
entre-eixos, 251,9 cm; peso, 1.469 kg;
peso/potência, 8,3/8,6 kg/cv; peso/torque, 65,3/71,3 kg/mkgf; tanque, 52 l; porta-malas, 356 l
Geometriaângulo de ataque, 24º; ângulo de saída, 28º; vão livre, 20 cm; ângulo de rampa, 19º
Equipamentos7 airbags, assistente de partida em rampa, central multimídia, sensor de pressão dos pneus e GPS

Jeep Renegade Custom 2.0

A versão Custom tem motor diesel e rodas de aço
(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Com apenas 19,5 centímetros de altura em relação ao solo, o Jeep é o modelo mais baixo entre os apresentados aqui, e esse ponto ficou evidente no campo de provas quando, passando por um trecho irregular, sentimos a parte inferior do carro raspar no piso. Tirando isso, o Renegade 2.0 diesel é o SUV 4×4 com mais recursos. Sua transmissão é a mais completa entre as que equipam os modelos apresentados aqui. Por um seletor, o sistema deixa o motorista escolher o modo de funcionamento de acordo com as condições de uso em quatro padrões: Auto, Snow, Sand e Mud (automático, neve, areia e lama), quando o torque é fornecido sob demanda, e também possibilita o uso da tração 4×4 reduzida e o bloqueio do diferencial. Esse seletor permite ainda o acionamento do freio eletrônico em descidas acentuadas. Em nossa avaliação, usamos todos esses recursos só para vê-los em funcionamento, porque, de fato, o modo Auto já resolvia os problemas. O Renegade é o único dos seis mostrados aqui com esse dispositivo, assim como o câmbio automático tem nove marchas. Dentro da faixa de preço considerada, o Jeep também é o único com motor diesel, o que lhe garante maior autonomia. Tivesse um vão livre mais adequado, o Renegade seria perfeito para o uso em terrenos acidentados.


Teste de pista (com diesel)

Renegade Custom 2.0
Aceleração de 0 a 100 km/h11 s
Aceleração de 0 a 1.000 m32,5 s
Retomada de 40 a 80 km/h 5 s
Retomada de 60 a 100 km/h (em 4ª)6 s
Retomada de 80 a 120 km/h (em 5ª)7,7 s
Frenagem de 60 / 80 / 120 km/h a 0 em m15,9/28,6/67,6
Consumo urbano e rodoviário11,9 km/l e 14,5 km/l

Ficha técnica

Renegade Custom 2.0
PreçoR$ 110.290
Motordiesel, diant., transversal, 4 cilindros, 1.956 cm³, 83 x 90,4 mm, 16V, 170 cv a 3.750 rpm, 35,7 mkgf a 1.750 rpm
Câmbioautomático, 9 marchas, 4×2, 4×4, 4×4 reduzida
SuspensãoMcPherson (dianteiro e traseiro)
Freiosdisco ventilado (dianteiro) e disco sólido (traseiro)
Direçãoelétrica; diâmetro de giro, 10,8 m
Rodas e pneusaço, 215/65 R16
Dimensõescomprimento, 423,2 cm; largura, 179,8 cm; altura, 168,6 cm;
entre-eixos, 257 cm; peso, 1.619 kg;
peso/potência, 9,5 kg/cv; peso/torque, 45,4 kg/mkgf; tanque, 60 l; porta-malas, 273 l
Geometriaângulo de ataque, 30º; ângulo de saída, 32º; vão livre, 19,5 cm; ângulo de rampa, 21,5º
Equipamentosduplo airbags, ESP, BAS, assistente de freio em declives, piloto automático, limitador de velocidade, computador de bordo, faróis de neblina, Isofix e iluminação do porta-malas

Renault Duster 2.0 Dynamique

O Duster tem bons ângulos de ataque e de saída
(Christian Castanho/Quatro Rodas)
O Renault possui boa geometria off-road (ângulos de entrada, saída, vão livre e ângulo de rampa). Sua tração tem opções 4×2, 4×4 sob demanda e bloqueio do diferencial. E, pesando 1.362 kg, ele é leve. Apesar dessas características, o Duster perdeu mobilidade nas trilhas por conta do motor 2.0, que fraquejou quando era mais necessário. Com 148/143 cv de potência e 20,9/20,2 mkgf de torque, o Duster tem as piores relações peso/potência e peso/torque, entre os apresentados aqui. Comparativamente, esse déficit se verifica igualmente no asfalto, onde os carros também foram testados. Por fim, ainda analisando o comportamento do Duster nas trilhas, sua suspensão com pouco curso também contribuiu para isso, anulando parte dos benefícios conseguidos pela boa altura do carro em relação ao piso. O Duster é um dos SUVs 4×4 mais baratos de nosso mercado. Só perde para o Jimny, que custa menos, mas é menos equipado e bem menor. O Duster inclui central multimídia, luzes diurnas, sistema de som, ar-condicionado, sensor de estacionamento, trio elétrico e ESP. E leva cinco pessoas e 475 litros no porta-malas.  Duster é um dos SUVs 4×4 mais baratos de nosso mercado. Só perde para o Jimny, que custa menos, mas é menos equipado e bem menor.  Duster inclui central multimídia, luzes diurnas, sistema de som, ar-condicionado, sensor de estacionamento, trio elétrico e ESP. E leva cinco pessoas e 475 litros no porta-malas.


Teste de pista (com gasolina)

Duster 2.0 Dynamique
Aceleração de 0 a 100 km/h11,7 s
Aceleração de 0 a 1.000 m33,6 s
Retomada de 40 a 80 km/h 5,4 s
Retomada de 60 a 100 km/h (em 4ª)8,3 s
Retomada de 80 a 120 km/h (em 5ª)12,8 s
Frenagem de 60 / 80 / 120 km/h a 0 em m17/30,6/68,6
Consumo urbano e rodoviário7,7 km/l e 11,4 km/l

Ficha técnica

Duster 2.0 Dynamique
PreçoR$ 89.290
Motorflex, diant., transversal, 4 cilindros, 1.998 cm³, 82,7 x 93 mm, 16V, 148/143 cv a 5.750 rpm, 20,9/20,2 mkgf a 4.000 rpm
Câmbiomanual, 6 marchas, 4×2, 4×4 sob demanda, bloqueio do diferencial
SuspensãoMcPherson (dianteiro) e multibraço (traseiro)
Freiosdisco ventilado (dianteiro) e tambor (traseiro)
Direçãoelétrica-hidráulica; diâmetro de giro, 10,7 m
Rodas e pneusliga leve, 215/65 R16
Dimensõescomprimento, 432,9 cm; largura, 182,2 cm; altura, 168,3 cm;
entre-eixos, 267,4 cm; peso, 1.362 kg;
peso/potência, 9,2/9,5 kg/cv; peso/torque, 65,2/67,4 kg/mkgf; tanque, 50 l; porta-malas, 475 l
Geometriaângulo de ataque, 30º; ângulo de saída, 34,5º; vão livre, 21 cm; ângulo de rampa, 20º
Equipamentosduplo airbag, ESP, central multimídia, piloto automático, trio elétrico e câmera de ré

Subaru Forester 2.0 XT Turbo

Forester tem tração integral e permanente
(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Enquanto os Jeep são sinônimo de 4×4 para todo tipo de terreno, os Subaru são referência nos ralis de velocidade, em que os veículos percorrem estradas com topografia próxima à de vias pavimentadas. Essa diferença de conceito ficou clara em nossa avaliação. O sistema de tração da Subaru é integral e permanente. Ele distribui o torque para as quatro rodas o tempo todo, variando a força de acordo com as condições de aderência com o objetivo de garantir equilíbrio e estabilidade. A Subaru se apoia nessa tecnologia e também nos motores de cilindros opostos, que ajudam a baixar o centro de gravidade (CG). O Forester tem o sistema X-Mode, que ajusta as respostas de motor, câmbio e freios, para o uso off-road.Em contrapartida, para o desempenho esportivo no asfalto ele conta também com o sistema Si-Drive, que permite alterar as relações de marcha fixadas eletronicamente (câmbio CVT), e com um sistema de trocas no modo manual no volante.Nas pistas do Haras Tuiuti, o Forester foi um dos que mais rasparam o balanço dianteiro e a parte inferior no entre-eixos ao vencer os obstáculos.Já no asfalto ele foi um dos que apresentaram melhor dirigibilidade e rendimento. Em poucas palavras: apesar de ser um SUV 4×4, o Forester é um veículo urbano.


Teste de pista (com gasolina)

Forester 2.5 XT Turbo
Aceleração de 0 a 100 km/h8,4 s
Aceleração de 0 a 1.000 m29,5 s
Retomada de 40 a 80 km/h 3,8 s
Retomada de 60 a 100 km/h (em 4ª)4,6 s
Retomada de 80 a 120 km/h (em 5ª)5,5 s
Frenagem de 60 / 80 / 120 km/h a 0 em m16,8/28,5/69,7
Consumo urbano e rodoviário8,8 km/l e 10,3 km/l

Ficha técnica

Forester 2.0 XT Turbo
PreçoR$ 159.600
Motorgasolina, dianteiro, long., 4 cilindros opostos, 16V, 240 cv a 5.600 rpm, 35,7 mkgf a 3.600 rpm
Câmbioautomático, CVT, 8 marchas, 4×4
SuspensãoMcPherson (dianteiro) e braços duplos oscilantes (traseiro)
Freiosdisco ventilado (dianteiro e traseiro)
Direçãoelétrica; diâmetro de giro, 11,4 m
Rodas e pneusliga leve, 225/55 R18
Dimensõescomprimento, 459,5 cm; largura, 179,5 cm; altura, 173,5 cm;
entre-eixos, 264 cm; peso, 1.502 kg;
peso/potência, 6,3 kg/cv; peso/torque, 42,1 kg/mkgf; tanque, 60 l; porta-malas, 505 l
Geometriaângulo de ataque, 23º; ângulo de saída, 25º; vão livre, 22,5 cm; ângulo de rampa, 21º
Equipamentos4 airbags, X-Mode, Si-Drive, faróis bi-xenon, luzes de posição led, central multimídia, paddle shift, keyless, teto solar, bancos de couro, sistema de som e rodas de liga leve

Suzuki Jimny 1.3 4Sport

Robusto, Jimny é um típico off-road de raiz
(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Na terceira geração (a primeira é de 1970), o Jimny continua com a mesma receita. Seu design é clássico, assim como o do Jeep Wrangler e o Land Rover Defender, dois ícones do universo off-road. E ele ainda usa chassi de longarinas e suspensões de eixo rígido – a mesma base dos SUVs dos anos de 1990, que eram derivados de picapes. A lista de equipamentos é igualmente básica: trio elétrico, ar-condicionado, banco bipartido, faróis de neblina, snorkel, rodas de liga leve e, os únicos itens com ares de modernidade, central multimídia e dispositivo de fixação de cadeirinhas Isofix.Com estilo frugal e construção robusta (tem chassi de longarinas), o Suzuki só não foi mais longe nas trilhas tortuosas do Haras Tuiuti porque seu 1.3 de 85 cv e 11,2 mkgf é fraco – até para um veículo que pesa só 1.090 kg como ele. Dependendo do desafio, porém, ele enfrentava a situação sem usar a tração integral – a transmissão pode atuar em 4×2, 4×4 e 4×4 reduzida.Os ângulos de entrada (41o) e saída (44o) são os maiores do grupo e as suspensões com cursos longos ajudaram a vencer os obstáculos sem drama. O espaço interno é apertado para quatro pessoas e o porta-malas, de 113 litros, exíguo. Mas a ele não falta coragem para enfrentar as adversidades off-road: na trilha, o Jimny é imbatível.


Teste de pista (com gasolina)

Jimny 1.3 4Sport
Aceleração de 0 a 100 km/h14,6 s
Aceleração de 0 a 1.000 m36,3 s
Retomada de 40 a 80 km/h 9,8 s
Retomada de 60 a 100 km/h (em 4ª)15,3 s
Retomada de 80 a 120 km/h (em 5ª)23,6 s
Frenagem de 60 / 80 / 120 km/h a 0 em m22,3/36,8/75,6
Consumo urbano e rodoviárion/d

Ficha técnica

Jimny 1.3 4Sport
PreçoR$ 76.690
Motorgasolina, diant., long., 4 cilindros 16V 1.328 cm³, 78 x 69,5 mm, 85 cv a 6.000 rpm, 11,2 mkgf a 4.100 rpm
Câmbiomanual, 5 marchas 4×2, 4×4, 4×4 reduzida
Suspensãoeixo rígido (dianteiro e traseiro)
Freiosdisco sólido (dianteiro) e tambor (traseiro)
Direçãohidráulica; diâmetro de giro, 9,8 m
Rodas e pneusliga leve, 205/70 R15
Dimensõescomprimento, 364,5 cm; largura, 170,5 cm; altura, 160 cm;
entre-eixos, 225 cm; peso, 1.090 kg;
peso/potência, 12,8 kg/cv; peso/torque, 97,3 kg/mkgf; tanque, 40 l; porta-malas, 113 l
Geometriaângulo de ataque, 41º; ângulo de saída, 44º; vão livre, 20 cm; ângulo de rampa, 32º
Equipamentosduplo airbag, ABS, central multimídia, sistema de som, ar-condicionado, faróis de neblina, trio elétrico, snorkel, rodas de liga leve e banco traseiro bipartido

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Volkswagen Cross Sport: um SUV maior que o SW4 com base de Polo Nova versão do Atlas será fabricada nos Estados Unidos em 2019 para ser uma alternativa mais barata ao Touareg.

O Cross Sport herda boa parte do estilo e conjunto
mecânico do Atlas (Divulgação/Volkswagen)

Quando a Volkswagen afirma que a plataforma modular MQB é versátil, não é papo de publicitário. O mais novo modelo desenvolvido sobre a base, usada em modelos tão distintos como Polo e Passat, é o novo Atlas Cross Sport. O SUV será apresentado no Salão de Nova York, que abre ao público no próximo dia 30. O Cross Sport foi revelado na forma de conceito, mas seu visual está bem próximo da versão de produção. A Volkswagen confirmou que o modelo será fabricado em 2019 no Tennessee, junto da versão norte-americana do Passat e do Atlas, do qual é derivado. Ao contrário do Atlas, o Cross Sport leva somente cinco passageiros. Seu tamanho, no entanto, é de SUV grande para os padrões brasileiros: 4,87 m de comprimento, 1,74 m de altura e 2,03 m de largura. Como referência, o enorme Toyota SW4 tem 4,79 m, 1,83 m e 1,85 m, respectivamente.


Cabine usa três telas de LCD, sendo uma apenas para o quadro de instrumentos, como no novo Golf (Divulgação/Volkswagen)
O controle do câmbio é feito por uma alavanca do tipo joystick, como nos BMW e Audi (Divulgação/)

O uso de dois motores elétricos permitiu ao Cross Sport ter tração integral
sem precisar de cardã (Divulgação/Volkswagen)
Por enquanto a Volkswagen revelou duas versões do Cross Sport, ambas híbridas e equipadas com motor V6 3.6 de 280 cv auxiliado por dois motores elétricos, um em cada eixo, de 54 cv (dianteira) e 114 cv (traseira). A diferença está na bateria, que tem maior capacidade na versão plug-in, recarregável na tomada. O Atras Cross Sport PHEV usa um acumulador de 18 kWh, ante os 2 kWh da variante híbrida convencional. A vantagem de usar motores nos dois eixos dá ao modelo a capacidade de tração integral sem a necessidade de um cardã, o que permite um maior aproveitamento do espaço interno.
Caso seja oferecido no Brasil, o Atlas Cross Sport se posicionaria no segmento acima de R$ 300 mil (Divulgação/Volkswagen)
O Cross Sport adota uma silhueta mais fluida, com coluna C inclinada, similar à do Golf (Divulgação/Volkswagen)
O Cross Sport de produção terá faróis mais simples e opções de rodas menores, mas carroceria retilínea continuará (Divulgação/Volkswagen)
O interior tem linhas mais ousadas, típicas de conceito. Mas a alavanca de câmbio no formato de joystick – que retorna à posição original após a marcha desejada ser selecionada – e o painel digital estarão presentes na versão definitiva do Atlas Cross Sport.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Nossa Homenagem ao Maior Piloto do Mundo, de todos os tempos...

Ontem, 21 de março, seria aniversário do mais espetacular piloto da história da Fórmula 1, um mito, um gênio, que se tornou herói de uma nação, tornou-se ídolo de uma era, Ayrton Senna da Silva ainda vive em mim, em nossos corações!!! Saudades eternas deste exemplo de desportista, piloto, exemplo de homem, de ser humano!!! Não foi apenas o melhor piloto de todos, foi principalmente um exemplo de determinação, capacidade, patriota, caridade e honestidade para todo povo brasileiro, ele trouxe ORGULHO para nós, algo que pouco sabemos, pois hoje, 23 anos depois da morte de Senna, o Brasil vive um dos seus piores momentos de crise e vergonha política de sua história, Senna nos orgulhava toda semana e esses crápulas de Brasília nos envergonha pro mundo e maltrata nosso povo!! Sei que Senna foi único, mas ele deixou seu exemplo e seu maior legado é que nós devemos amar nosso país, assim como ele amou!!! 

Palavras dele, meu maior ídolo, nosso tão amado 
Ayrton Senna Da Silva

Nova Volkswagen Amarok V6 é tão rápida quanto um Sandero R.S. Versão tem motorV6, 3.0 TDI que gera até 245 cv com função overboost ativada

Novo motor tem 225 cv de potência, mas pode gerar 245 cv
 por alguns momentos (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)
O Brasil já teve algumas picapes médias com motores V6, como a pujante Chevrolet S10 com motor V6 4.3 Vortec a gasolina e a Mitsubishi L200 3.5 V6 flex. Mas a Volkswagen Amarok é a primeira com motor V6 turbodiesel e custa menos do que as concorrentes com motores de quatro e cinco cilindros. O mais impressionante é que a picape é tão rápida quanto um Renault Sandero R.S.: os dois aceleram de 0 a 100 km/h em 8 segundos, de acordo com seus respectivos fabricantes. Ranger e S10, ambas com 200 cv, têm tempo na casa dos 10 s e a Amarok 2.0 precisa de 10,9 s.
Picape ainda ganhou sistema de freios a disco nas quatro rodas
(Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)
Enquanto o hatch esportivo tem motor 2.0 de 150 cv e pesa 1.161 kg a picape tem seus 2.185 kg (197 kg só de motor) movimentados pelo V6 3.0 TDI de 225 cv e 56,1 mkgf de torque entre 1.500 e 2.500 rpm. Isso em condições normais. Crave o pé direito no acelerador entre 50 e 120 km/h e o carro responderá, automaticamente, com a função Overboost: 20 cv e até 4 mkgf de torque extras por até 10 segundos. O câmbio automático de oito marchas e atração 4×4 permanente 4Motion fazem o resto do serviço.
Versão topo de linha Highline tem central multimídia com GPS integrado e exibição da câmera de ré (divulgação/Volkswagen)
Quem mais sente a diferença desta Amarok para as demais, com motor 2.0 quatro cilindros biturbo diesel de 180 cv e 42,8 mkgf de torque, são suas costas. Elas são jogadas contra o encosto do banco com mais força. É melhor tomar cuidado para não se empolgar. Mas o motor V6 também faz diferença quando se dirige menos empolgado, pois entrega sua força mais cedo e depende menos de seu turbo de geometria variável. Respostas mais imediatas dão maior sensação de segurança e evita atraso do acelerador.
Nova versão custa R$ 184.990, R$ 14 mil a mais que a
versão equivalente com motor 2.0 (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)
O detalhe é que a direção hidráulica não responde a contento. A direção é bastante pesada em manobras, porém mais leve do que o desejável em altas velocidades. Na Europa, a Amarok V6 estreou há um ano com direção elétrica, que permite maior melhor controle da assistência da direção. Seus olhos precisarão estar treinados para notar o que muda nesta Amarok.  A versão Highline V6 se difere da 2.0 pelo retrovisor preto e pelo “V6” na grade e na tampa da caçamba. Além disso, a V6 tem freio a disco ventilado nas quatro rodas, com discos de 332 mm de diâmetro no eixo dianteiro e 300 mm no traseiro. As Amarok mais fracas e todas as concorrentes têm freio a tambor na traseira.
Motor 3.0 TDI estreou no Brasil com o
Audi Q7 no ano passado (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)
A Amarok V6 tem disposição para acelerar como nenhuma outra picape média até então. Mas QUATRO RODAS ainda colocará isso à prova em nossaa pista de testes. O que dá para adiantar é que levar esta Amarok para casa sai mais caro. A Amarok Highline V6 custa a partir de R$ 184.990, ou R$ 14.000 a mais que os R$ 170.990 cobrados pela mesma versão com motor 2.0. O pacote de equipamentos não justifica a diferença, pois não muda. Há faróis bixenônio com luzes diurnas de leds, câmera de ré, sistema de freios pós-colisão, controle de estabilidade, borboletas para trocas sequenciais, assistente de partida em rampa, bloqueio eletrônico do diferencial, ajustes elétricos nos bancos dianteiros e central multimídia Discover Media com Android Auto e Apple Carplay. Mas faltam chave presencial e airbags de cortina – só tem bolsas frontais e laterais, totalizando quatro.


Motor é identificado pelo "V6" na grade frontal (Divulgação/Volkswagen)
O único opcional disponível é o jogo de rodas aro 19″, que substituem as de 18″ por R$ 2.720 a mais no valor final. Olhando para as principais concorrentes, é a picape topo de linha mais em conta. A Chevrolet S10 2.8 100 Years custa R$ 191.190, a Ford Ranger Limited 3.2 custa R$ 190.190 e a Toyota Hilux SRX 2.8 custa R$ 193.270. Por enquanto, usar a potência e o preço como argumentos deu certo para a Amarok. O primeiro lote da  versão V6. com 450 unidades, foi vendido na pré-venda em menos de 24h.
Fonte: quatrorodas.abril.com.br

segunda-feira, 12 de março de 2018

Peugeot 206 1.6 16V, de 2004 .. Carro Lindo, personalizado e premiado de um amigo meu de Gerderath, Nordrhein-Westfalen, Alemanha... Muito Show!!

Como sempre falei, gosto muito de publicar carros de meus amigos, seja ele da minha região, meu país ou até mesmo de amigos de outros países, como por exemplo, o carro de meu amigo de Gerderath, Nordrhein-Westfalen, Alemanha Pascal Hoffmann, ele tem um belo Peugeot 206 1.6 de 16V, ano 2004... Seu carro é muito bem personalizado, além de muito bom é muito bonito, um verdadeiro clássico!!! Quero agradecer ao meu amigo Pascal Hoffmann por permitir publicar seu belo carro. Aproveitem a vontade.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Peugeot RCZ Arlen Ness - versão especial do esportivo


A Peugeot lançou no Salão de duas rodas em Verona, uma versão muito especial do RCZ, batizada de Arlen Ness a nova versão é um tributo ao preparador americano de motos. Além dos tons  laranja e preto, o RCZ Arlen Ness chama a atenção também pelas enormes rodas  de liga leve de 19 polegadas e pinças de freio assinadas pela Brembo. Além dos tons  laranja e preto, o RCZ Arlen Ness chama a atenção também pelas enormes rodas  de liga leve de 19 polegadas e pinças de freio assinadas pela Brembo. Sob o capô, o motor 1.6 THP de 200 cv combina perfeitamente com o câmbio manual de seis velocidades, fazendo do RCZ um esportivo de verdade. Outro item interessante e específico do esportivo é sua suspensão, desenvolvida pela empresa sueca Öhlins se destaca pela tecnologia de válvula de dupla saída. Por enquanto, a Peugeot não confirmou nada sobre produzir o RCZ Arlen Ness em série, nem em número limitado de unidades.