Como em todos os "setores", falemos assim, existe a chamada Era Romântica, no futebol, no cinema, na música e em vários outros. Nos carros existe essa época, e mais, é ainda mais romântica, pois representa a a passagem de uma era no mundo todo, uma era de modernidade, avanço tecnológico e industrial e principalmente no eterno amor pela melhor máquina já criada pelo homem, os carros. Aqui, que apenas mostrar um pouco dessa era tão linda do século XX. Propagandas simples e sem apelação, como em tudo naquela época era feito. Aproveite. Eu só posso dizer que amo carros antigos e essa época doce das ideias revolucionárias daquele tempo. Saudade!
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Especial dele, eterno ídolo Ayton do Brasil... Senna, o príncipe das pistas... Texto de Venício Zambeli publicado na edição 60 da Revista RACING (janeiro de 2001). Adaptações por Rafael Ligeiro.
Ayrton Senna chegou à sua quinta temporada na Fórmula 1 com a grande
oportunidade de sua carreira. Depois de estrear pela equipe Toleman em
1984, tendo como melhor resultado o segundo lugar no GP de Mônaco, e
correr três anos na Lotus – onde conseguiu suas primeiras vitórias, mas
nunca em condições de lutar de igual a igual com seus concorrentes por
um campeonato, o piloto brasileiro finalmente teria um carro de alto
nível que correspondesse bem ao seu estilo de pilotar. er em mãos o modelo McLaren MP4/4 equipado com motor Honda V6 Turbo
era muito, mas não era tudo. Para que ele conseguisse alcançar o título
naquela temporada de 1988, Senna teria que bater Alain Prost – seu
companheiro na equipe que, além de ter um carro igual, já estava no time
desde 1984. E o duelo entre os dois aconteceu durante todo o ano. Eles dividiram a
vitória em 15 das 16 corridas da temporada, com Senna chegando na
frente em oito provas, contra sete de Prost. A única vitória de outra
equipe em 1988 foi da Ferrari, com Gerhard Berger cruzando a linha de
chegada em Monza, no GP da Itália. No quesito pole position, o brasileiro deu um show de velocidade,
marcando o primeiro tempo em 13 provas. Prost fez o mesmo em apenas duas
oportunidades. A dupla de pilotos do time de Ron Dennis acumulou ainda
dez dobradinhas durante o decorrer do campeonato.
O que definiu o título foram as vitórias. Quem ganhasse mais naquele
ano, levaria a consagração. E Senna superou Prost na pista em diversas
corridas, inclusive na etapa decisiva, no Japão, tornando-se campeão
mundial de Fórmula 1. Na verdade, Prost somou mais pontos que Senna na
temporada. Foram 105 contra 94 do brasileiro. Mas o regulamento da época
permitia computar apenas os 11 melhores resultados. Assim, o francês
acabou perdendo 18 pontos (descartou dois abandonos e mais três segundos
lugares). Em contrapartida, Ayrton perdeu somente quatro resultados,
deixando a tabela de pontuação final em 90 a 87 ao seu favor. Os dois momentos mais importantes da temporada aconteceram nos GPs de
Portugal e do Japão. Em Estoril, Senna executou uma manobra perigosa ao
tentar conter a ultrapassagem de Prost. O duelo valia a primeira
posição da prova e aconteceu na reta dos boxes. Senna, ao ver Alain ao
seu lado, espremeu o concorrente contra o muro dos boxes. O francês,
mostrando uma dose de coragem, não tirou o pé e se manteve ao lado do
companheiro de equipe, assumindo a ponta no final da reta. Naquela época, eles ainda eram amigos, trocavam brincadeiras nos
boxes e também informações profissionais. O piloto francês chegou a
declarar publicamente que não havia gostado da atitude de Senna naquela
ultrapassagem, mas que isto era um problema interno e particular entre
os dois e que seria rapidamente resolvido.
Realmente, não houve mudança no relacionamento entre ambos, depois de
uma conversa a portas fechadas no motorhome da McLaren. Contudo,
naquela ultrapassagem, ficou evidente que se fosse necessário fazer algo
parecido, mesmo que perigoso, o respeito seria perdido novamente. Tal
realidade o futuro comprovaria logo depois, com a disputa dos
campeonatos de 1989 e 1990, também entre os dois pilotos. Mas no Grande Prêmio de Suzuka, Senna fez uma de suas melhores
corridas na categoria. Depois de deixar o carro “apagar” na largada,
fazendo-o pegar no tranco após todos iniciarem a saída, Senna
encontrava-se na 16ª posição. Prost liderava e não podia deixar o
brasileiro vencer. Contudo, em uma performance fantástica (apesar de
pilotar um carro muito superior ao dos concorrentes), Ayrton levou o
McLaren número 12 a superar todos aqueles que estavam à sua frente. Ele
conseguiu chegar em Prost. O carro do francês apresentava limitações e
Senna ultrapassou ao concorrente em uma manobra segura e precisa,
assumindo a liderança da prova. Ayrton seguiu até a bandeirada e conquistou seu primeiro Campeonato
Mundial de Pilotos de Fórmula 1. Chorando muito no cockpit, ele deixou
aflorar toda a emoção daquele momento, com um misto de felicidade pela
conquista e de desabafo diante de todos os obstáculos encarados até
aquele momento mágico.
... A imagem de um campeão, nosso eterno campeão... Senna começava seu caminho de sucesso na
Fórmula 1. A categoria ainda iria ensinar muito àquele determinado
piloto na busca pelos seus objetivos. E, assim como Prost viu em Senna
uma ameaça para a vitória no Grande Prêmio de Mônaco de 1984, quando o
brasileiro pilotava um Toleman, o francês ainda teria não só aquele
campeonato de disputa entre os dois, mas também os dos dois anos
seguintes. O duelo Senna versus Prost apenas começava em 1988. Autor das imagens: Sutton Images / Fonte: motorpress.com.br
domingo, 9 de outubro de 2016
Fusca TSI preparado passa dos 320 km/h e se torna o mais rápido da história
Um Beetle (aqui vendido como Fusca) recebeu preparação completa para uma difícil missão: passar dos 300 km/h. Pelas mãos da THR Manufacturing, o motor 2.0 TFSI recebeu novos turbo, pistões, comando de válvulas e cabeçote para chegar aos mais de 550 cv de potência e 58,2 kgfm de torque nas rodas (mais de 600 cv e mais de 69 kgfm de torque no motor).
Batizado de Beetle LSR, ainda teve todo o sistema de suspensão preparado para a alta velocidade, pneus especiais para o Deserto de Sal, interior aliviado com santantônio e banco concha, diferencial blocado e para-quedas para segurar o carro no fim da reta.
Tudo pronto, o Beetle foi levado para o famoso Deserto de Sal de Bonneville. Como piloto, o editor da Automobile Magazine, Preston Lerner, que registrou 205.122 mph (328,2 km/h). “Passar das 200 mph no Beetle LSR foi uma grande emoção. Tínhamos potência para ir mais rápido, mas ver 208 mph no painel digital foi uma experiência que nunca esquecerei”, disse Preston.
O evento serviu para mostrar o potencial do motor EA888 TSI, já que o Beetle não é o carro com melhor aerodinâmica da marca alemã.
Fonte:http://carplace.uol.com.br/
sábado, 1 de outubro de 2016
10 carros que são mais fracos que um VW Golf 1.0! Resumindo, Golf é Golf, tecnologia VW, Engenharia automotiva alemã é top dos tops.
Volkswagen Golf 1.0 TSI. Torque: 20,4 kgfm
Quando o tema é força, torque é o
que vale. Veja dez carros com motores maiores e mais fracos que o 1.0
TSI do novo Golf
Com o downsizing cada vez mais se aprimorando e se popularizando, o
mercado brasileiro chegou ao ponto em que um modesto motor 1.0 TSI do Volkswagen Golf consegue
gerar 125 cv e 20,4 kgfm de torque com etanol. Quando o assunto é força
no mundo real, quem manda é o torque. E tem muito carro 1.8 e 2.0 por
aí que são mais fracos que o novo 1.0 turbo da VW. Veja alguns deles.
Veja a Lista:
Chevrolet Spin 1.8
Mesmo tendo revisado a
motorização 1.8 para a Spin, o propulsor 1.8 aspirado da minivan da
Chevrolet gera apenas 111 cv e 17,7 kgfm.
Fiat Toro 1.8
Mesmo tendo mais potência com etanol (139 cv) que o Golf, o motor 1.8 aspirado da Fiat Toro entrega apenas 19,3 kgfm de torque.
Ford EcoSport 2.0
Mesmo
tendo o dobro da capacidade cúbica, o 2.0 flex aspirado do Ford
Ecosport entrega 19,7 kgfm com etanol. A potência, porém, é maior: 147
cv.
Honda Civic 2.0
Nem o recém apresentado
Honda Civic conseguiu superar o Golf 1.0. Nas versões equipadas com
motor 2.0 flex aspirado, o sedã entrega 19,5 kgfm de torque com etanol.
A potência de 155 cv é superior.
Mitsubishi ASX 2.0
Mais
um SUV 2.0 aspirado que tem menos torque que um Golf 1.0 é o Mitsubishi
ASX. Abastecido exclusivamente com gasolina, o torque é de 20,1 kgfm e a
potência é de 160 cv.
Nissan Sentra 2.0
Mais
um sedã 2.0 que perde em torque para o Golf 1.0 TSI é o Sentra. O
propulsor flex aspirado entrega 20 kgfm e 140 cv com etanol.
Renault Fluence 2.0
O
Renault Fluence se esforça e quase empata com o hatch da VW em torque,
mas 20,3 kgfm com etanol ainda é um número inferior ao do motor 1.0
turbo do Golf. A potência, porém, é um pouco maior que a do Sentra: 143
cv.
Toyota Corolla 2.0
Nem o todo poderoso
Corolla, mesmo com o motor 2.0 flex aspirado, conseguiu superar o Golf
1.0. O Toyota entrega 20,3 kgfm com etanol assim como o Fluence, mas a
potência chega a 154 cv.
Audi A1 1.4 TSFI
Entrando
nos modelos que já entraram na era do downsizing e mesmo assim ainda
não conseguem ser superiores ao Golf 1.0, o Audi A1 em sua configuração
de entrada traz um motor 1.4 turbo com injeção direta de combustível a
gasolina entregando números idênticos ao 1.0 da VW: 20,4 kgfm de torque e
125 cv de potência.
Ford Fiesta 1.0 Ecoboost
Em
termos de configuração de motor, o Fiesta Titanium Ecoboost da Ford
traz também um motor 1.0 turbo com injeção direta, mas movido apenas a
gasolina. Os números do motor Ford são 125 cv (empate) de potência, mas o
torque é bem menor: 17,3 kgfm. Fonte: http://www.msn.com
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Fiat Uno, o compacto carrinho que fez e ainda faz história no Brasil e no mundo por mais de 30 anos, sendo ele um dos carros mais vendidos e populares do Brasil.
Um dos carros mais vendidos do mundo, inclusive no Brasil, o Fiat Uno, O compacto foi lançado em janeiro de
1983, em um evento no Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. Na Europa, o
carrinho começou a ser vendido em três versões (45, 55 e 70), com
algumas particularidades que também foram adotadas na versão feita no
Brasil, a partir do ano seguinte: feixe de molas transversais no eixo
traseiro, cinzeiro deslizante no painel, comandos do tipo “satélite”
(podiam ser acionados sem tirar as mãos do volante), limpador de
para-brisa único, entre outros.
Substituto do Fiat 127,
o Uno se tornou o “Carro do Ano” na Itália, em 1984, quando recebeu a
primeira novidade no mercado europeu, o motor Fire 1.0, de 45 cv, ainda
com carburador de corpo simples. A carburação dupla veio no Uno 60, logo em seguida. Em 1985, O Uno ganha a versão Turbo i.e,
na Europa, equipado com motor 1.3 de 105 cv. Nessa ,mesma época,
começam a aparecer os derivados, com o sedã Duna (Prêmio no Brasil).
Três anos depois, em 1988, a Fiat comemorou três
milhões de unidades produzidas do Uno e mostra a segunda geração, no ano
seguinte, no Salão de Frankfurt (Alemanha), com alguns detalhes que
lembram o hatch médio Tipo.
Na Europa, o Uno teve a versão Selecta, equipada com câmbio CVT, no início dos anos 90. Mas durou pouco, já que, em 1995, com o lançamento do Punto
no mercado europeu, o pequeno modelo da Fiat saiu de linha. Em
contrapartida, no Brasil, o carro ainda estava no auge do sucesso.
Embora tenha sido lançado no país em 1984, o Uno teve um grande impulso nas vendas como a versão o Mille, de 1990. Em meados dos anos 90, o Uno tinha várias versões no mercado brasileiro, desde a básica com motor 1.0 até a com apelo esportivo Turbo, que foi vendida no país entre 1994 e 1996.
Fabricado até hoje, em Betim (MG), o
Uno original se chama Mille e terá que ser substituído por um novo
modelo no ano que vem, por causa da obrigatoriedade do ABS e do duplo
air bag em todos os carros fabricados no Brasil, a partir de 2014. A série Mille Grazie limitada marca a despedida do modelo .Porém, o nome Uno
fez tanto sucesso que continua e continuará sendo usado na nova geração
do compacto, vendida atualmente com motores 1.0 e 1.4. Com mais de 3,5
milhões de unidades vendidas no Brasil, o Uno ainda tem vida longa no mercado brasileiro. Confira na galeria de imagens acima, as várias faces do Uno no Brasil e na Europa.
Novo Uno 2016 versões Recentemente, com a chegada da linha 2016, a Fiat apostou no novo Uno
2016 completo nas versões reestilizadas, ou seja, todas as versões com a
frete renovada saem de fábrica completas equipadas com ar condicionado,
direção hidráulica, vidros e travas elétricas e computador de bordo.
Neste caso, a versão Attractive 1.0 com 4 portas tem preço sugerido de
R$ 37.340. Confira os outras versões do novo Uno. Way 1.0, Evolution
1.4, Way 1.4 e o modelo esportivo Uno Sporting 1.4. Outra novidade da linha 2016, foi o lançamento do sistema
Start&Stop para a versão de acabamento Evolution 1.4 (item de
série). O sistema é bem simples. O sistema desliga o motor
automaticamente durante paradas. Ao pressionar o pedal da embreagem, o motor é ligado automaticamente.
Há ainda, a versão básica do novo Uno 2016 Vivace 1.0. Com opção de carroceria de duas e quatro portas o modelo de entrada tem preço a partir de R$ 29.220. Por se tratar de uma versão básica, a Fiat optou em manter o visual antigo que foi usado até 2014, quando os outros modelos acima ganharam a parte frontal reestilizada e acabamento interno de melhor qualidade.
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Teste CARPLACE: Renault Oroch ganha câmbio automático e desafia Fiat Toro. Leia as comparações, admire suas beleza e faça sua escolha.
As
equipes de marketing chamam de SUP (sport-utility
pick-up), mas preferimos chamar de picapes compactas -considerando
como pequenas as derivadas de hatches como Strada e Saveiro. Renault Duster
Oroch e Fiat Toro apareceram para ocupar uma brecha deixada entre as
pequenas e as médias depois que estas tomaram uma boa dose de anabolizantes e
ficaram grandes demais para o uso cotidiano, além de subirem de preço.
"Se
é assim, por que o CARPLACE
nunca comparou as duas?". Simples. A Oroch foi lançada apenas
com câmbio manual, enquanto a Toro flex só chegou com transmissão automática.
Este problema foi solucionado na linha 2017 da picape da Renault, que recebeu a
caixa automática de quatro marchas já conhecida do Duster, além de
outras mudanças em busca de maior eficiência energética.
Num
primeiro olhar, a Oroch pode parecer só um "Duster com caçamba",
mas as diversas modificações feitas para chegar ao resultado final fazem dela,
em muitos aspectos, um carro melhor que o SUV. Em nosso primeiro contato
com a picape da Renault, há quase um ano, ela surpreendeu ao juntar a
desenvoltura do motor F4R 2.0 16V, os bons engates do câmbio manual de seis
marchas e um acerto de suspensão equilibrado. Com o sistema independente
multibraço na traseira (até então exclusividade do Duster 4x4), a Oroch
conseguiu ser uma picape boa de dirigir, aliando
estabilidade em curvas e absorção de impactos surpreendente.
Na
época, a Renault abriu mão do câmbio automático para focar no preço,
tornando-se opção interessante às pequenas com cabine dupla sem cobrar muito
mais. Atendeu às expectativas do público e ocupou a garagem de quem
procurava cinco lugares e caçamba, mas não estava satisfeito com Saveiro ou
Strada. Atualmente figura entre os 10 comerciais leves mais vendidos, um feito
elogiável no "ano das picapes".
Quando
a Oroch apareceu em sua versão final pela primeira vez, durante o Salão de
Buenos Aires de 2015, fontes ligadas à Fiat já nos avisavam que sua picape
seria maior, ficando entre Renault e as médias. E a Toro
veio realmente mais imponente. Lado a lado, elas não diferem tanto em
largura e altura, mas em comprimento (4.915 mm contra 4.693 mm) e
entre-eixos (2.990 mm contra 2.829 mm) a diferença em favor da Fiat é
considerável.
Nascida
da elogiada plataforma do Jeep Renegade, a Toro trouxe para as concessionárias
da Fiat o "algo mais" que faltava aos modelos da marca. Até
mesmo o motor 1.8 flex, que poderia ter saído do Renegade diretamente para a
picape, recebeu coletor de admissão variável para melhorar o torque em baixas
rotações e deixar a Toro mais forte, principalmente com a
caçamba carregada.
Diferentemente
da Oroch, a Toro não vem brigar com as pequenas. Sua meta é ser uma opção
mais barata às médias, ofertando inclusive versões com motor turbodiesel e
tração integral. A dupla convocada para o comparativo mostra que o fim da
gama de uma é o começo da outra: de um lado, a versão topo da Oroch,
Dynamique 2.0 automática de R$ 77.900; do outro, a Toro Freedom 1.8, versão de
entrada que custa a partir de R$ 81.700.
Vamos
começar pela "novidade". A Renault adotou uma
transmissão automática antiga para poder brigar, mais uma vez, na relação
custo/benefício. Ela cobra apenas R$ 2 mil a mais que a versão manual, algo
que será diluído no financiamento e pago em suaves prestações de conforto,
principalmente no anda-e-para urbano. Depois de tantos anos no Duster, o câmbio
A/T e o motor F4R se entendem bem. Evitando reduções desnecessárias, a
transmissão aproveita a força do 2.0 16V com variador de fase
na admissão (148 cv e 20,9 kgfm) e deixa a condução agradável na cidade,
sem trancos ou lerdeza nas saídas. Mas na pista de testes a Oroch
"sem pedal da esquerda" ficou bem atrás da versão manual:
marcou 12,2 s na aceleração de 0 a 100 km/h (1,2 s a mais), principalmente
por conta de um buraco existente na segunda e terceira marchas, que fica
evidente quando pisamos fundo.
A
Toro vem com motor 1.8 E-TorQ que entrega 139 cv e 18,9 kgfm de torque. Tem
comando único de válvulas e, para piorar o jogo, pesa 244 kg extras em
relação à rival. Para compensar, a transmissão possui seis marchas e não deixa
o giro cair muito durante as trocas. Mesmo assim, o pique da Toro
flex é limitado. Ela demora mais a embalar, tanto nas saídas quanto nas
ultrapassagens, e exige mais acelerador para manter a velocidade na estrada. Na
prova de 0 a 100 km/h, levou 14,6 segundos (2,4 s mais lenta que a Oroch).
Os
reflexos aparecem também nas médias de consumo. Sempre com etanol, a Oroch
levou vantagem na cidade, justamente por ser mais leve e ter mais força,
marcando 6,1 km/l contra 5,8 km/l da Toro - que aproveita as seis marchas para
fazer várias reduções. Já na estrada, o jogo virou: 9,4 km/l para a Fiat contra
8,7 km/l da Renault. A Toro usa a sexta marcha para baixar a rotação (2.500 rpm
a 120 km/h contra 3.000 rpm da Oroch) e fazer a diferença na média. No fim, o
ideal seria ter o motor da Renault com o câmbio da Fiat.
Oroch
e Toro são picapes de construção monobloco. Com as novas técnicas de produção,
elas alcançaram níveis elevados de rigidez estrutural, e ainda aposentaram o
desconfortável eixo rígido com feixes de mola em favor de uma suspensão
independente na traseira, que privilegia o conforto e a dinâmica sem
prejudicar (muito) a capacidade de carga. Ambas levam até 650 kg, com vantagem
para a Toro em volume e pelo fato de possuir a tampa traseira em duas
folhas de abertura lateral. Facilita - e muito - para carregar e
descarregar objetos pesados, ao contrário da Oroch, que ainda traz uma tampa
pesada e sem trava elétrica.
Junto
com o câmbio automático, a Oroch ganhou a direção eletro-hidráulica para a
linha 2017. Assim, um motor elétrico toca a bomba hidráulica, poupando o
motor 2.0 do trabalho (o que reduz o consumo). Junto com o alternador pilotado
(que aproveita as desacelerações para recarregar a bateria), o sistema livrou o
motor de peso "desnecessário" e trouxe um pouco mais de conforto,
principalmente em manobras, ao deixar o volante mais leve. Faltou
o pacote com os controles de tração e estabilidade, algo que a Toro traz
de série.
A
maior diferença surge na origem de cada uma. A Oroch é mais humilde,
nascida de uma plataforma vinda da Dacia, divisão de mercados emergentes
da Renault que acabou dominando a linha da marca no Brasil. Já a Toro é um dos
primeiros frutos do casamento da Fiat com a Chrysler/Dodge/Jeep, um grupo de
modelos mais caros e refinados para mercados exigentes, como o norte-americano. A
Oroch peca por ainda ser nova no mercado, mas já trazer o peso da idade de
projeto do Duster, principalmente na ergonomia. A posição de dirigir é ruim,
com a coluna de direção inclinada e elevada, mesmo com a regulagem de altura no
mínimo (o volante despenca quando soltamos a trava). A central multimídia e os
comandos do ar-condicionado ficam baixos demais, tirando a atenção do
motorista da via ao operá-los. Ao menos o botão de regulagem dos espelhos
externos foi para a porta do motorista, junto com os comandos dos vidros
elétricos.
O
acabamento é todo feito de plástico rígido, em algumas partes com rebarbas
aparentes, o que traz um ar franciscano para a cabine. Os bancos, mesmo
revestidos de couro, são simples e muito rasos. Outra reclamação foi
unânime aqui na redação: a perna esquerda, que fica "sem uso"
com o câmbio automático, não possui um local específico para descansar. Acaba
apoiada na porta, batendo no bloco de plástico que abriga os botões das
janelas, o que causa incômodo depois de certo tempo. O
acabamento é todo feito de plástico rígido, em algumas partes com rebarbas
aparentes, o que traz um ar franciscano para a cabine. Os bancos, mesmo
revestidos de couro, são simples e muito rasos. Outra reclamação foi
unânime aqui na redação: a perna esquerda, que fica "sem uso"
com o câmbio automático, não possui um local específico para descansar. Acaba
apoiada na porta, batendo no bloco de plástico que abriga os botões das
janelas, o que causa incômodo depois de certo tempo. E
assim a picape da Fiat vence o comparativo. A Oroch oferece mais
equipamentos e melhor desempenho, mas fica devendo no restante. Ainda é uma
opção melhor que Saveiro e Strada de cabine dupla, porém, o conjunto
superior da Toro se impõe na hora de fechar negócio, mesmo custando um
pouco mais.
Ficha
Técnica: Fiat Toro Freedom 1.8 Flex A/T
Motor: dianteiro,
transversal, quatro cilindros, 16 válvulas, 1.747 cm3, comando simples, coletor
de admissão variável, gasolina/etanol; Potência: 135/139 cv a
5.750 rpm; Torque: 18,8/19,3 kgfm a 3.750 rpm; Transmissão: automática
de seis marchas, tração dianteira; Direção: elétrica; Suspensão: independente
McPherson na dianteira e independente multilink na traseira; Freios: discos
ventilados na dianteira e tambores na traseira, com ABS e EBD; Rodas: liga-leve
aro 16″; Pneus: Pirelli Scorpion Verde 215/65 R16; Peso: 1.619
kg; Capacidades: volume da caçamba 820 litros, carga útil
650 kg, tanque 60 litros; Dimensões: comprimento 4.915
mm; largura 1.844 mm; altura 1.680 mm; entre-eixos 2.990 mm; ângulo de entrada
N/D, ângulo de saída N/D, altura livre do solo 206 mm; Preço inicial: R$
81.700; Preço carro avaliado: R$ 89.301
Ficha
técnica: Renault Duster Oroch Dynamique 2.0 A/T
Motor: dianteiro,
transversal, quatro cilindros, 16 válvulas, 1.998 cm3, duplo comando de
válvulas com variador no de admissão, gasolina/etanol; Potência: 143/148
cv a 5.750 rpm; Torque: 20,2/20,9 kgfm a 4.000 rpm; Transmissão: automática
de quatro marchas, tração dianteira; Direção: eletro-hidráulica; Suspensão: independente
McPherson na dianteira e independente multilink na traseira; Freios: discos
ventilados na dianteira e tambores na traseira, com ABS e EBD; Rodas: liga-leve
aro 16″; Pneus: Michelin LTX Force 215/65 R16; Peso: 1.375
kg; Capacidades: volume da caçamba 683 litros, carga útil 650
kg, tanque 50 litros; Dimensões: comprimento 4.693 mm;
largura 1.821 mm; altura 1.695 mm; entre-eixos 2.829 mm; ângulo de entrada 26º,
ângulo de saída 19,9º, altura livre do solo 206 mm; Preço
inicial: R$ 77.900; Preço carro avaliado: R$ 81.390
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