domingo, 3 de fevereiro de 2013

Maverick V8 1977 restaurado. 200 mil reais investidos neste modelo, caso de amor mais do que provado.


 O Maverick 1977 laranja desta reportagem recebeu o investimento de R$ 200 mil para ser totalmente restaurado. É uma prova legítima de como o amor por um automóvel pode levar uma pessoa a investir quantias de dinheiro consideradas insanas por muitos. Mas basta observar o modelo por poucos minutos para ficar nítido que cada centavo investido resultou em um modelo especial para desfilar nos fins de semana. Fernando Baptista, o Batistinha, responsável pela modificação do cupê, informa os diversos fatores levados em consideração para desenvolver um veículo como este Maverick. "Neste tipo de projeto, temos a maior preocupação com a originalidade, o acabamento, a praticidade para o uso, durabilidade das modificações e também de atender às expectativas do cliente", diz o especialista. A dedicação explicada por Batistinha pode ser notada antes mesmo de entrar no Maverick: ele parece ter acabado de sair da linha de montagem. Se a pintura Tri-Coat, com material Glasurit na cor Orange Brite, parece bonita nas fotos, acredite: ela é ainda mais incrível ao vivo! Detalhes como grades e para choques cromados, além das faixas pretas que marcam o GT do início ao fim, dão o toque de bom gosto.


As rodas cromadas Centerline de aro 18" na dianteira e 20" na traseira também são destaque, calçando pneus Pirelli P Zero Nero nas medidas 235/40 R18 na dianteira e 255/30 R20 na traseira. Ao entrar no Maveco, a sensação é até estranha. O interior tem o mesmo layout original, porém com um nível de acabamento de outro mundo. O acionamento da embreagem é macio, o câmbio T-5 de Mustang tem engates precisos e os bancos BTS são justos e confortáveis. O acabamento é tão perfeitamente encaixado no lugar que parece ser original.


Clássico, o motor é o 302 (5,0L), mas com alguns itens para melhorar a sua saúde. Entre seus principais aprimoramentos, destacam-se o carburador Quadrijet Holley com filtro K&N, abafadores Flowmaster e módulo de ignição MSD. Seu ronco é encorpado e o torque é abundante, mas as modificações realizadas foram focadas apenas para deixá-lo mais esperto, e não um canhão de rua. O Maverick ainda está sendo finalizado. Batistinha explicou, por exemplo, que um sistema de direção hidráulica será instalado -- sem a assistência, com volante pequeno e pneus largos, manobrar o GT exige uma pessoa que frequente academia, ao menos, quatro vezes por semana.  Quando estiver pronto, o GT 1977 será uma máquina e tanto para desfilar por longas horas, despertando olhares dos curiosos por onde quer que passe. Reportagem publicada na edição nº 117 da Fullpower
Fonte: http://carros.uol.com.br

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